Método para ser aprovado em concursos públicos

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O professor Marcus Silva forneceu uma entrevista ao site Folha Dirigida e passou algumas dicas sobre o método para ser aprovado em diversos concursos públicos.

Ressaltamos que não se trata de mágica, mas sim de um método de estudos. Não existe fórmula mágica para ser aprovado sem estudar. Confira a entrevista abaixo.

Especialista ensina método para ser aprovado em concursos

Autor de um método de estudos que já lhe rendeu diversas aprovações em concursos dos mais concorridos, o professor Marcus Silva, que leciona em diversos cursos preparatórios, garante que uma preparação bem planejada é a receita para a conquista da tão sonhada vaga no serviço público.

Sempre estudei assim. Tomei umas pancadas, o que é normal, mas depois que você faz esse ciclo todo para um determinado concurso, acontece o que aconteceu comigo. Isso é natural. Não sou um gênio, nem nada parecido. A questão é metodologia. E disciplina. O candidato segue esse método, e acredita, que o resultado vem.

Entre os diversos concursos nos quais o especialista já obteve êxito estão os de analista de planejamento e orçamento do Ministério do Planejamento, analista de finanças e controle da Controladoria-Geral da União e auditor substituto de conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo. Ele ressalta, no entanto, que o seu método pode ser aplicado também em outros concursos, como, por exemplo, os do Ministério da Fazenda.

A preparação para concursos de uma forma geral é bem parecida tanto para cargos de nível médio quanto para os de nível superior.

A metodologia desenvolvida pelo professor Marcus Silva é composta de três fases. Confira abaixo o passo a passo, com os comentários do especialista, e bons estudos:

Fase 1 – Teoria

–  Organize por tópicos o programa do concurso anterior e, assim que for publicado, o do próprio concurso.

O candidato tem que esmiuçar o programa, separá-lo para ele não ficar naquele formato que vem no edital, tudo junto, tudo muito confuso. Tem que clarear aquilo, separar em tópicos e analisar cada um deles.

– Marque em cada tópico o seu nível de conhecimento sobre o assunto.

Em Direito Constitucional, por exemplo, marque ‘já estudei’ ou ‘não tenho nenhum conhecimento’. Faça esse tipo de observação em todo o programa. E depois vá fechando as lacunas que possui com relação ao conteúdo que vai ser cobrado.

– Utilize, no máximo, dois livros voltados para concurso, para apoio teórico.

É o que eu chamo de matéria base. O candidato tem que fechar todo o conteúdo do edital, ler no livro somente aquilo que está no programa. Senão ele perde tempo, porque nem tudo é cobrado na prova. E perder em concurso desse nível é fatal. É um erro que muitos cometem.

– Faça resumos, para serem utilizados na fase de revisão.

Nos últimos 15  dias, por exemplo, o candidato precisa ter essa capacidade de ver todo o conteúdo em um curto espaço de tempo. Em uma matéria como Direito Administrativo, por exemplo, é capaz de chegar ao final da preparação com umas 40 páginas de resumo. Fica bem mais fácil fazer uma revisão em cima de 40 páginas do que em cima de um livro de 900 páginas.

Fase 2 – Exercícios

– Faça exercícios, incluindo provas anteriores, recorrendo à matéria base apenas quando surgirem dúvidas.

É preciso fazer vários exercícios, provas anteriores. Existem muitos cursos que oferecem turmas de exercícios. É muito importante recorrer muito a livros de exercícios comentados e a cursos de exercícios.

– Consulte o gabarito e marque todas as respostas certas antes de começar a fazer as questões. É uma forma de treinar o cérebro.

Isso é muito importante. Porque o seu cérebro já internaliza aquela informação como correta. Ao contrário, se você faz e erra, já internaliza aquela opção que você marcou, que está errada. O cérebro funciona de forma mecânica. E o candidato não perde tempo analisando e achando que uma resposta que está errada pode estar correta. Uma pessoa que faz dessa forma faz três vezes mais questões. E isso faz muita diferença. Quanto mais questões de prova o candidato fizer, mais preparado ele fica e menos surpresa ele vai ter na hora da prova.

Fase 3 – Simulação

– Hora de resolver as questões como se estivesse fazendo a prova, sem consultar o gabarito. Faça, inclusive, simulados oferecidos por cursos preparatórios.

Esse é momento de testar a sua velocidade de resolução das questões e a situação de prova. O candidato vai ao curso e simula, para ver questão de horário, de tempo, de barulho. Muitas vezes a pessoa estuda no silêncio da sua casa e acha que isso vai se repetir na hora da prova. Não é assim. São situações reais e elas são testadas nesse momento.

–  Por fim, faça concursos que possuam uma grande quantidade de matérias em comum com aquele para o qual está se preparando.

Nunca se desviando do seu foco, mas, sim, testando o seu conhecimento naquelas matérias que são comuns. O importante é fazer concursos, mesmo que você não queira aqueles cargos, porque ali o candidato está colocando a sua preparação à prova. A partir daí, as chances de ser aprovado no concurso do seu interesse aumentam muito.

Confira as conquistas do professor/concurseiro

Atualmente, o professor Marcus Silva é auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ). Veja abaixo, a lista dos concursos públicos para os quais o especialista já foi aprovado:

– 96º lugar (2007), para o cargo de técnico de controle interno (nível superior) da Controladoria-Geral do Município do Rio de Janeiro (CGM-RJ);

– 3º lugar (2008), para o cargo de analista de planejamento e orçamento do Ministério do Planejamento;

– 93º lugar (2008), para o cargo de analista de finanças e controle da Controladoria-Geral da União (CGU);

– 34º lugar (2010), para o cargo de analista de planejamento e orçamento da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado do Rio de Janeiro (Seplag/RJ);

– 9º lugar (2010), para o cargo de analista de planejamento e execução financeira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

– 50º lugar (2011), para o cargo de técnico de controle externo (nível superior) do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ);

– 2º lugar (2011), para analista da área de auditoria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia; e

– 11º lugar (2012), para auditor substituto de conselheiro do Tribunal de Contas de Estado do Espírito Santo (TCE-ES).

Fonte: Folha Dirigida

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